“Temos informações lá de dentro que está acontecendo um risco iminente de acontecer um novo massacre. Entes queridos ameaçados de morte e um risco iminente de acontecer o que aconteceu ontem, de uma barbaridade, uma coisa horrível que a gente não estava preparado em nenhum aspecto para enfrentar”, disse o advogado.
Ele criticou ainda a falta de estrutura para atendimento aos familiares dos presos nas proximidades da maior penitenciária do Estado. “É necessário que se monte uma também estrutura aqui em Alcaçuz. Porque essas famílias, por mais que hajam orientações da Comissão dos Direitos Humanos, da OAB, dos advogados, do próprio governo, elas não vão sair daqui enquanto houver risco de vida para seus entes queridos”, argumentou Bulhões.
“Como não ocorreu ainda as divulgações dos nomes, a gente não tem ainda a certeza do que está acontecendo e quem são as pessoas que foram identificadas. Tudo bem que existe um tempo para a perícia identificar todos corpos, mas por exemplo, certamente as famílias poderiam ajudar nas identificações dos corpos. Tenho contato aqui com pelo menos duas mães que identificaram os filhos pelas tatuagens, eles degolados, sem cabeça”, contestou o advogado.
Fonte: No Minuto
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