Área de Atuação

Compliance Penal | Investigações Internas Corporativas — Advogado Especialista | Gabriel Bulhões

Atualizado em julho de 2026.

O que é Compliance Penal?

O compliance penal é o conjunto de práticas, políticas e procedimentos adotados por empresas e executivos para prevenir, detectar e responder a riscos de natureza criminal. Vai além do simples cumprimento de normas: é uma estratégia ativa de proteção jurídica que reduz a exposição penal de pessoas físicas e jurídicas.

Gabriel Bulhões atua na assessoria de compliance penal com foco em investigações internas corporativas, programas de integridade e defesa de executivos em operações policiais e investigações do Ministério Público.

Por que o Compliance Penal é Essencial?

A Lei Anticorrupção (Lei 12.846/2013) e a Lei de Lavagem de Dinheiro (Lei 9.613/1998) impõem responsabilidade objetiva às pessoas jurídicas. Isso significa que a empresa pode ser responsabilizada mesmo sem dolo ou culpa demonstrados. Um programa de compliance efetivo é a principal defesa contra essa responsabilização.

  • Reduz a exposição penal de diretores, gerentes e colaboradores
  • Demonstra boa-fé e cooperação com as autoridades
  • Pode atenuar ou excluir a responsabilidade da pessoa jurídica
  • Facilita a negociação de acordos de leniência e colaboração premiada
  • Protege o patrimônio empresarial de medidas cautelares reais

Áreas de Atuação em Compliance Penal

Investigações Internas Corporativas

Quando uma empresa suspeita de irregularidades internas — fraudes, desvios, corrupção — a investigação interna conduzida por advogado especializado é o instrumento adequado para apurar os fatos antes que as autoridades o façam. O escritório conduz investigações internas com:

  • Coleta e preservação de provas digitais (e-mails, logs, documentos)
  • Entrevistas investigativas com colaboradores
  • Análise forense de dispositivos e sistemas
  • Relatório investigativo com recomendações jurídicas
  • Gestão da comunicação com autoridades regulatórias

Programas de Integridade

A implementação de um programa de integridade robusto é exigência legal para empresas que contratam com o poder público (Decreto 8.420/2015) e fator de atenuação em processos administrativos e penais. O escritório assessora na:

  • Elaboração de Código de Ética e Conduta
  • Criação de canal de denúncias (whistleblowing)
  • Treinamento de equipes sobre riscos penais
  • Due diligence penal em fusões, aquisições e parcerias
  • Avaliação e atualização periódica do programa

Acordos de Leniência e Colaboração Premiada

Quando a empresa ou o executivo já está sob investigação, a negociação de acordos com as autoridades pode ser a estratégia mais eficaz para reduzir a exposição penal. O escritório atua em:

  • Negociação de acordos de leniência com o CADE, CGU e MPF
  • Colaboração premiada de pessoas físicas (Lei 12.850/2013)
  • Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) — art. 28-A do CPP
  • Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com órgãos regulatórios

Defesa em Operações Policiais

Operações da Polícia Federal, do Ministério Público e da Receita Federal exigem resposta imediata e especializada. O escritório atua em:

  • Acompanhamento de buscas e apreensões
  • Habeas corpus preventivo e liberatório
  • Impugnação de medidas cautelares reais (bloqueio de bens)
  • Defesa em inquéritos policiais e procedimentos investigatórios criminais
  • Gestão de crise reputacional durante operações

Setores com Maior Exposição Penal

  • Setor público e empresas que contratam com o governo — Lei de Licitações (Lei 14.133/21), Lei Anticorrupção
  • Instituições financeiras — Lei 7.492/86, lavagem de dinheiro, evasão de divisas
  • Saúde e farmacêutico — crimes contra a saúde pública, fraudes em planos de saúde
  • Tecnologia e startups — crimes cibernéticos, proteção de dados (LGPD), fraudes digitais
  • Agronegócio — crimes ambientais, trabalhistas e tributários
  • Construção civil — crimes licitatórios, lavagem de dinheiro, crimes trabalhistas

Diferenciais do Escritório

  • Especialização em investigação defensiva — produção autônoma de provas em favor da empresa
  • Formação em Direito Penal Econômico pelo IBCCRIM / Universidade de Coimbra
  • Atuação em casos de alta complexidade com múltiplos investigados
  • Sigilo absoluto e gestão estratégica da comunicação
  • Atendimento em Natal/RN, São Paulo/SP, Brasília/DF e tribunais superiores

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Perguntas Frequentes sobre Compliance Penal

O que é compliance penal e por que é diferente do compliance tradicional?

O compliance tradicional foca em conformidade regulatória e administrativa. O compliance penal vai além: identifica e mitiga riscos de responsabilização criminal de pessoas físicas (diretores, gerentes) e jurídicas (a empresa). Envolve análise de tipos penais específicos, gestão de evidências e estratégia de defesa preventiva.

A empresa pode ser presa?

Não — pessoas jurídicas não são presas. Mas podem sofrer multas milionárias, dissolução compulsória, proibição de contratar com o poder público e responsabilização civil. Os diretores e executivos, esses sim, podem ser presos. O compliance penal protege tanto a empresa quanto as pessoas físicas que a dirigem.

Quando devo contratar um advogado de compliance penal?

Idealmente, antes de qualquer investigação. O compliance preventivo é muito mais eficaz e barato do que a defesa reativa. Mas se a empresa já está sob investigação, o advogado especializado deve ser contratado imediatamente — cada hora conta quando há risco de operação policial.

O que fazer se a empresa receber uma busca e apreensão?

Não obstruir a operação, mas também não colaborar além do exigido legalmente. Contatar imediatamente o advogado criminalista. Documentar tudo que foi apreendido. Não fazer declarações sem orientação jurídica. O escritório atende casos urgentes com prioridade.

Frentes especializadas

Aprofundamentos do hub de compliance

Duas frentes específicas do compliance criminal contam com páginas dedicadas, com fundamentos, método e perguntas frequentes.

Dúvidas frequentes

Perguntas frequentes sobre compliance penal

O que é compliance penal e por que é diferente do compliance tradicional?

O compliance tradicional foca em conformidade regulatória e administrativa. O compliance penal vai além: identifica e mitiga riscos de responsabilização criminal de pessoas físicas (diretores, gerentes) e jurídicas (a empresa). Envolve análise de tipos penais específicos, gestão de evidências e estratégia de defesa preventiva.

A empresa pode ser presa?

Não, pessoas jurídicas não são presas. Mas podem sofrer multas milionárias, dissolução compulsória, proibição de contratar com o poder público e responsabilização civil. Os diretores e executivos, esses sim, podem ser presos. O compliance penal protege tanto a empresa quanto as pessoas físicas que a dirigem.

Quando devo contratar um advogado de compliance penal?

Idealmente, antes de qualquer investigação. O compliance preventivo é muito mais eficaz e barato do que a defesa reativa. Mas se a empresa já está sob investigação, o advogado especializado deve ser contratado imediatamente, cada hora conta quando há risco de operação policial.

O que fazer se a empresa receber uma busca e apreensão?

Não obstruir a operação, mas também não colaborar além do exigido legalmente. Contatar imediatamente o advogado criminalista. Documentar tudo que foi apreendido. Não fazer declarações sem orientação jurídica. O escritório atende casos urgentes com prioridade.

Como implementar um programa de compliance criminal? (passo a passo)

Implementar um programa de compliance criminal significa estruturar mecanismos internos para prevenir, detectar e corrigir condutas que possam gerar responsabilidade penal para a empresa e seus gestores. O ponto de partida é o mapeamento de riscos penais próprios da atividade (por exemplo, riscos ligados a corrupção, lavagem de dinheiro, crimes tributários ou ambientais), seguido da elaboração de políticas e um código de conduta, da definição de controles internos e de um canal de denúncias, do treinamento periódico dos colaboradores e do monitoramento contínuo com revisão do programa. Um programa eficaz não é um documento de gaveta: ele precisa ser vivido pela organização, com apoio da alta administração e capacidade real de apurar e sancionar desvios.

O que é uma investigação interna corporativa e quando fazer?

A investigação interna corporativa é a apuração conduzida pela própria empresa, com apoio técnico e jurídico, para esclarecer indícios de irregularidade ou ilícito no seu ambiente. Ela é recomendável sempre que surge um alerta relevante, como uma denúncia por canal interno, uma suspeita de fraude, um apontamento de auditoria ou a notícia de que a empresa pode estar envolvida em um fato investigado por autoridades. Feita com método e respeito aos direitos dos envolvidos, ela permite à empresa entender o que ocorreu, estancar o problema, corrigir falhas de controle e decidir de forma informada os próximos passos, inclusive uma eventual autodenúncia ou cooperação.

Compliance penal evita a responsabilização da empresa?

O compliance penal não é uma garantia automática de que a empresa não será responsabilizada, mas é o instrumento que reduz riscos e pode atenuar consequências quando um programa efetivo está em funcionamento. Um programa de integridade genuíno previne condutas ilícitas, permite detectá-las cedo e demonstra a diligência da empresa, o que tende a ser considerado na avaliação de sua conduta por autoridades e no âmbito da responsabilização administrativa e civil. O que não protege a empresa é o compliance meramente formal, existente apenas no papel: a efetividade real do programa é o que importa.

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Sobre o autor

Sobre o advogado responsável

Retrato de Gabriel Bulhões no escritório da GB Advocacia

Gabriel Bulhões

Advogado criminalista, fundador da GB Advocacia Criminal e Investigação Defensiva e professor de pós-graduações. Coautor do Provimento OAB n.º 188/2018, norma que regulamentou a investigação defensiva no Brasil. Mestre e doutorando em Ciências Criminais pela PUC/RS, pós-graduado em Ciências Criminais pela UCAM/RJ e em Direito Penal Econômico pelo IBCCRIM em parceria com a Universidade de Coimbra. Vice-Presidente da Comissão Nacional de Investigação Defensiva do CFOAB e Presidente da comissão equivalente na ABRACRIM. Head dos projetos Defenda-me e ETHOSBrasil.org e Diretor Jurídico da APECOF. Autor do Manual Prático de Investigação Defensiva e de outros dois livros, sobre cadeia de custódia e blockchain e sobre o controle da atividade policial. O acervo do escritório treina inteligência artificial especializada na plataforma Criminal Player, ao lado dos acervos de Aury Lopes Jr. e Alexandre Morais da Rosa.

OAB/RN n.º 13.096 · OAB/SP n.º 526.786

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