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“Capacidade” de ex-servidor que atentou contra promotores é polêmica em júri.

“Capacidade” de ex-servidor que atentou contra promotores é polêmica em júri.

Para advogado Gabriel Bulhões, “as discussões serão em torno da plena capacidade, da capacidade relativa, ou incapacidade” de Guilherme Wanderley Lopes da Silva.

Gb2 Com uma grande movimentação no Fórum Miguel Seabra Fagundes, em Lagoa Nova, o julgamento do ex-servidor do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), Guilherme Wanderley Lopes da Silva, que atentou contra três promotores, em março de 2017, promete ser prolongado. Pelo menos essa é a expectativa tanto dos advogados de acusação e defesa que participam do júri, que começou na manhã desta terça-feira, 11. Um dos principais pontos de polêmica no julgamento diz respeito à capacidade dele. “As discussões serão em torno da plena capacidade, da capacidade relativa, ou incapacidade”, comentou o advogado Gabriel Bulhões, que compõe a parte de acusação no julgamento. Segundo ele, não há dúvidas de quem cometeu o fato. “Há dois documentos oficiais dentro do processo: um pela plena capacidade e outro pela parcial capacidade do acusado”, declarou. “Entre um e outro [documento] estará a tese de defesa e acusação”, completou Bulhões. Ainda de acordo com o advogado de acusação, o “julgamento não será necessariamente técnico” e “há uma imprevisão muito grande”. Integrante da defesa do ex-servidor do MPRN, o advogado Jonas Antunes comentou que é um “processo complexo, cheio de detalhes”. “Defesa e acusação deverão esmiuçar todos os argumentos. Será júri longo e histórico”, definiu. Ex-procurador-geral de Justiça e uma das vítimas do atentado, Rinaldo Reis, foi ouvido no julgamento sem a presença do acusado, Guilherme Wanderley. Ao longo do dia, serão ouvidas testemunhas de acusação e defesa além dos advogados das partes. Memória Em março de 2017, o servidor público Guilherme Wanderley Lopes da Silva atentou contra três promotores de Justiça dentro da sede da Procuradoria-Geral de Justiça. O então procurador-geral de Justiça, Rinaldo Reis; o procurador-geral adjunto Jovino Pereira Sobrinho; e o promotor Wendell Beethoven Ribeiro Agra foram as vítimas. Dos três, Guilherme atingiu Jovino e Wendell, que foram hospitalizados, se submeteram a procedimentos médicos e se recuperaram dos tiros que os atingiram. Fonte: Agora RN

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